Hoje termina o prazo dado pela operação Boi Pirata 2, do Ibama e Polícia Federal, para que 23 fazendas façam a retirada de 15 mil cabeças de gado de propriedades que ocupam ilegalmente a zona norte da Floresta Nacional do Jamaxim, em Novo Progresso, município às margens da rodovia BR-163 (Cuiabá-Santarém), e que fica a 1.639 km de Belém.
Esta é a maior operação já realizada pelo Ibama para desocupação de uma unidade nacional de conservação e apreensão de gado em áreas de proteção ambiental, segundo o coordenador da ação, o analista ambiental Leslie Tavares. Ele disse que a expectativa é de que 60 mil animais criados irregularmente nesse parque federal sejam transferidos espontaneamente pelos ocupantes ou confiscados para os projetos sociais da União.
Além do Ibama, 160 homens da Polícia Federal, do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Pará, Polícia Militar Ambiental do Distrito Federal, Polícia Rodoviária Federal, dois helicópteros e um caminhão-tanque estão em Novo Progresso. O saldo da operação contabiliza até hoje 11 prisões, sete acampamentos de desmatamento estourados, 16 motoserras apreendidas junto com um trator de estreira, 11 revólveres e até duas motocicletas roubadas.
Pelo menos 20% da flona já foi desmatada em corte raso para pastagem, e 60% de toda a área ocupada e desmatada na flona está abandonada, de acordo com o coordenador. 'A área já está em regeneração. Isso demonstra que a criação de gado na região é problemática', completou.
Leslie Tavares informou que uma equipe formada por 30 agentes da Polícia Federal e do Ibama fizeram a ocupação estratégica da Fazenda Barroso para cumprir execução. O acesso à propriedade está bloqueado por meio de uma barreira policial, que faz o monitoramento de entrada e saída no local.
Prefeita Madalena (PSDB) acompanha equipe do IBAMA em areas desmatadas
O coordenador da operação, Leslie Tavares, explicou à prefeita que os desmatadores delimitam a área a ser usada, fazem a derrubada, retiram a madeira, ateiam fogo e plantam pasto para o gado. Nos últimos dias, a operação estourou seis acampamentos de invasores dentro da Flona, bem como identificou toras de ipê derrubadas e que já se encontram apreendidas. Outra irregularidade observada é que madeireiras de Novo Progresso estão movimentando seu crédito florestal para outras madeireiras. De acordo com Tavares, essas madeireiras não estão contribuindo com o meio ambiente e nem com a economia local, pois recebem os créditos fraudulentos e conseguem esquentar documentos que acobertam madeira extraída irregularmente, além de não recolherem impostos municipais, estaduais e federais.
A prefeita de Novo Progresso entende que o trabalho do Ibama é importante e acredita que a Operação Boi Pirata II pode marcar um recomeço. Ela diz estar disposta à parceria, sem, no entanto, esquecer o povo novo progressense, que deve ter respeitados seus longos anos de trabalho dedicados à terra. “Quero tirar Novo Progresso da posição de maior desmatador do País”, afirmou.
Encontro
Madalena Hoffmann, o secretário municipal do Meio Ambiente, Cristiano Fontoura, o chefe da Flona Jamanxim do Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade - ICMBio, Lauro Paiva e Leslie Tavares reuniram-se na fazenda Barroso, situada no Ramal dos Goianos, norte da Flona do Jamanxim, dentro do município. Lá, tiveram a oportunidade de discutir vários assuntos, entre eles uma possível redefinição da Flona, a parceria entre Prefeitura e Operação Boi Pirata II e a conscientização para uma floresta preservada.
Madalena falou que a prefeitura está construindo um projeto que visa o desmatamento zero. Há dois meses, foram iniciadas negociações com algumas ONGs, com institutos ligados ao meio ambiente e com o Serviço Florestal Brasileiro e há proposta de realização do micro zoneamento das áreas rurais e o Cadastro Ambiental Rural – CAR em todas as fazendas do município.
Segundo o secretário Fontoura, o município não é favorável ao desmatamento ilegal, sobretudo após o pacto social firmado entre a Secretaria do Meio Ambiente do município, a do estado e o Ibama em 2007. O pacto estabelece que as pessoas que desmataram até aquele ano, apresentando Projeto de Recomposição de Áreas Degradadas – Prade poderão permanecer na área. Contudo, para os novos desmatamentos, o secretário entende que devem ser tomadas todas as medidas legais, como a Operação Boi Pirata II está fazendo.
De acordo com o coordenador geral de fiscalização do Ibama, Bruno Barbosa, outras operações com o propósito de coibir o desmatamento ilegal para criação de gado serão deflagradas nas regiões da Amazônia. Segundo ele, não vale a pena criar gado em área ilegal, pois os rebanhos serão confiscados pelo Governo Federal.
Badaró Ferrari / Ascom - IBAMA

Não acredito que a Madalena esteja do lado do IBAMA, ela é defensora do povo e não é a favor desses atos de terrorismo por parte de agentes do IBAMA. Esta matéria é mentirosa, pois afirma que a Madalena está ajudando o IBAMA!
ResponderExcluirNão tem problema companheiro, daqui a 4 anos vamos nos unir e fazer o Recall, isto é, vamos trocar a peça que não funciona ou apresentou defeito.
ResponderExcluirhummmm quatro anos passa ligeiro,,,,, kkkkkkkkkkkk eu espero
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