Mesmo antes do boicote anunciado pela Federação da Agricultura do Pará (Faepa), os frigoríficos do Estado já operam com 40% da capacidade de produção ociosa. Quem adverte é o presidente da União das Indústrias Exportadoras de Carne (Uniec), Francisco Victer. 'A indústria da carne já estava vivendo uma crise desde 2007. Agora só piorou', disse.
O risco de demissão no setor é iminente. Mas os frigoríficos apostam que os produtores rurais não vão aderir ao boicote. 'Temos absoluta certeza de que o produtor não vai tomar essa atitude. Os produtores são conscientes. Essa atitude é insana', disparou.
No Pará operam 32 frigoríficos, que geram cerca de 50 mil empregos diretos e indiretos, segundo a Uniec. O maior de todos é o grupo Bertin, com sete unidades no Estado, sendo quatro frigoríficos, dois curtumes e uma fábrica de calçados de segurança. Para Victer, ao boicotar os 32 frigoríficos do Pará, os produtores vão permitir o que mais temem, que é o aumento da oferta do boi. 'Se não vende, aí é que se tem mais boi no mercado'.
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